O que acontece se você não investir em uma estratégia BIM?

O que acontece se você não fizer BIM? Nada! Isso mesmo… Nada. Ao rejeitar o BIM você está negligenciando possibilidades e oportunidades.

Se você é arquiteto e optar por não utilizar um processo BIM você não consegue se comunicar. Você não é capaz de mostrar que seu design não é só artístico, mas também inteligente e eficiente. Seus clientes e stakeholders, que são digitais e usam a internet, esperam imagens digitais, realidade virtual, realidade aumentada e simulações. Eles esperam ter mais valor agregado a um projeto.

Em breve o modelo digital terá tanto valor quanto a construção em si, e você está disposto a deixar essa oportunidade escapar?

Se você é um engenheiro estrutural, sem o BIM, você está condenado há trabalhar da mesma maneira que sempre, mas o que isso significa? Se os arquitetos estão fazendo designs paramétricos e orgânicos, você não será o engenheiro escolhido por eles e não calculará isso para eles, você estará envolvido em outros projetos. Porque suas soluções não serão otimizadas, continuarão seguras, mas não serão tao inovadoras e nem elegantes.

Você pode se dar ao luxo de sair do mercado de trabalho, por não saber trabalhar de maneira diferente?

Se você é uma construtora e não investir em uma estratégia BIM, você não estará mais dentro do mercado quando a indústria da construção se tornar uma indústria de fato. Hoje vivemos em um período no qual a indústria da construção é na verdade uma grande manufatura. Se você não tiver ferramentas digitais para prever cenários, pouco a pouco você será empurrado para fora do mercado. Sabemos que as construções tornaram-se mais complexas e consequentemente com um número maior de envolvidos, sem o poder de um processo e de ferramentas BIM, a comunicação torna-se muito difícil e torna você dependente de papéis e processos antiquados.

Para industrializar, automatizar e trabalhar com as mais novas tecnologias (robos, drones, realidade aumentada, realidade virtual…) você precisa alimentar tudo com uma base de dados adequeda. E acredite, isso não é possível com processos antiquados. Sem BIM você torna-se extremamente limitado e praticamente incapaz de realizar profundas mudanças.

Se você é fabricante, não investir em uma estratégia BIM, significa que em breve você não será capaz de se conectar. Você não irá poder expor seus produtos para arquitetos e engenheiros, porque eles são digitais, eles estão acessíveis dentro dos seus softwares. Além disso, estão surgindo em todo o mundo leis de rastreabilidade de materiais e componentes especificados em projetos, e esses são processos digitais. Falando em marketing, você ainda tem que contratar um fotógrafo, para tirar fotos dos seus produtos, você tem que contratar uma agência para fazer o design, você tem que imprimir e colocar os catálogos dentro do seu site, que deve ter uma infraestrutura adequada, e você nem sempre consegue acompanhar esse fluxo informacional. Migrando para uma estrátegia digital você consegue estabelecer um relacionamento direto com arquitetos e engenheiros, e ainda levar adiante com a construtora e a empresa responsável pela manutenção do edifício. Sem BIM esqueça a idéia de embarcar na Internet das Coisas, o BIM é a base para isso também.

Você consegue imaginar as dificuldades se você não consegue expor seus produtos, se você não consegue cumprir regulamentos e normas, se você não tem um marketing satisfatório?

Se você é uma incorporadora, você está perdendo dinheiro e principalmente influência… Você perde a habilidade de interagir com quem está realizando seus projetos. Você vai ter que esperar aquele pacote gigantesco de projetos, para poder entender o conceito do que foi realizado, ao invés de acompanhar tudo de maneira ainda mais simples desde o começo.

Ótima perspectiva apresentada pelo @Michael Tydell da Sweco, quem quiser ver na íntegra, vale a pena assistir

Mariana Macedo

Engenheira Civil, LEED GA, com pós graduação em Gerenciamento e Execução de Empreendimentos da Construção Civil atualmente realizando mestrado profissional em Gerenciamento de Projetos na USP e MBA em Business Intelligence. É Business Developer da BIMObject, além de ser super sorridente, entusiasta e feliz (quase o tempo todo).

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